Plástico: o vilão da vida marinha

June 11, 2019

Você sabia que até 2030 haverá um quilo de plástico para três quilos de vida marinha? E não para por aí. Em 2050 essa proporção será de um para um, ou seja, para um quilo de animais marinhos haverá um quilo de plástico. Se não determos essa tendência, no futuro, não tão longe, haverá  mais plásticos nos oceanos do que animais marinhos.

 

Duas Caras, um dos inimigos do Batman, disse uma certa vez: “Ou se morre como herói, ou se vive o bastante para se tornar o vilão.” Esta frase pode ser usada para definir de maneira curta, mas exata, a trajetória do plástico. O material, que foi produzido pelo o químico belga, Leo Baekeland, em 1907, surgiu como um material de muita praticidade, multifuncional, barato e acabou substituindo outros materiais que eram utilizados antes dele, como a borracha, o papel e o vidro. Com tantas ‘vantagens’ aparentes o plástico se tornou o herói da humanidade muito rapidamente que puderam desfrutar de novos utensílios e de uma vida

possui uma vida útil muito elevada, chegando a centenas de anos para se decompor. Todo o plástico já produzido até então, ainda existe e grande parte do resíduo está ocupando os oceanos.

 

Os oceanos ocupam mais de 70% da superfície do planeta. Estima-se que já foram produzidos 8,3 bilhões de toneladas de plástico no mundo e que menos que 10% desse número foi reciclado. E como vão parar nos oceanos? Por falta de descarte incorreto de embarcações, banhistas que deixam seus lixos em praias, pessoas que jogam o lixo nos rios e ruas que posteriormente serão levados para os oceanos. E que agora estão flutuando por eles e matando milhares de animais marinhos que os ingerem confundindo-os com alimento.

 

 

 

 

 

 

O efeito mais dramático dessa ingestão acidental é muito difícil de ser observado. Aparelhos digestivos recheados de plásticos têm menor capacidade de assimilação  de nutrientes oriundos de alimentos verdadeiros. O que reduz a probabilidade de os animais sobreviverem, e pode, em longo prazo, causar o colapso de determinadas populações, atingindo todo um ecossistema.

 

 

 

Além de serem contaminados com a ingestão, também correm o risco de asfixia. Tartarugas marinhas, focas, leões marinhos, golfinhos, peixes-boi, aves marinhas e peixes são algumas das inúmeras vítimas. Este grande vilão pode ser detido através da conscientização da população mundial e das decisões políticas públicas tomadas para combater o uso e o descarte indevido do plástico, que implicam diretamente na indústria produtora do plástico. Para este material, que nos últimos anos tem sido o pesadelo da vida marinha deixar de ser um problema, os animais marinhos precisam que você seja um dos heróis à tornar isso possível.

 

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