Poluição atmosférica e acidificação dos oceanos

November 3, 2017

Segundo a Resolução do CONAMA nº 03/90 , podemos definir poluente sendo ”qualquer substância presente no ar que, pela sua concentração, possa torná-lo impróprio, nocivo ou ofensivo à saúde, causando inconveniente ao bem-estar público, danos aos materiais, à fauna e à flora, ou seja prejudicial à segurança, ao uso e gozo da propriedade e às atividades normais da comunidade”. Os poluentes atmosféricos são diversos como por exemplo dióxido de enxofre (SO2),  sulfeto de hidrogênio (H2S) óxidos de nitrogênio (NOx), amônia (NH3), monóxido de carbono (CO), o metano (CH4) e o dióxido de carbono CO2, dentre outros.

 

 

 

 

 

 

A poluição atmosférica, vem sendo causada a muitos anos, e foi intensificada principalmente após a Revolução Industrial há 250 anos. Ela vem contribuindo para um aumento de 40% das concentrações de CO2, além de contribuir para que os oceanos ficassem mais ácidos, impactando o ambiente marinho, e todo o planeta.

 

 

 

As fontes poluidoras que mais se destacam, são referentes a queima de combustíveis fósseis, para obtenção de energia (não renovável). Essa queima libera diversos poluentes, sendo o CO2 o mais impactante para a acidificação dos oceanos. Além dos impactos para o meio ambiente, como acidificação dos oceanos, redução da camada de ozônio e chuvas ácidas, temos que destacar o impacto para a saúde humana na forma de problemas respiratórios, danos ao sistema nervoso, irritação de mucosas e aumento na chance de desenvolver câncer.

      

 

 

 

Foi observado que em proporções normais, a absorção de CO2 pelos oceanos favorece a utilização do carbono na calcificação utilizados por recifes de corais, crustáceos, conchas e organismos com exoesqueleto. Entretanto, o excesso de CO2  tem a capacidade de aumentar o pH dos oceanos, que naturalmente são alcalinos (pH aproximadamente de 8.2), tornando-os ácidos.

 

 

 

 

 

Desde 1750 a acidez dos oceanos aumentou cerca de 30%, e isso tem um grande impacto para os organismos citados anteriormente, como por exemplo o branqueamento de corais, corrosão dos recifes de coral e exoesqueletos de organismos marinhos. Além do meio ambiente, a economia também é impactada, pois algumas espécies estão ficando extintas. O cultivo de mariscos e mexilhões e o ecoturismo, também sofrem devido a acidificação dos oceanos, impactando também a economia.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Brasil por ser um país de longa extensão costeira, e com vários ecossistemas associados, tem sofrido com esses processos associados a acidificação dos oceanos. Lembrando que os recifes de corais atuam como protetores da zona costeira em relação a eventos extremos como tempestades e inundações, uma vez que eles absorvem a  energia das ondas. Além das consequências econômicas para o país, o mundo tem sofrido muito, pois o contínuo processo de acidificação, faz com que os oceanos não sejam capazes de remover o CO2, logo há mais CO2 disponível na atmosfera, promovendo assim o aquecimento global.

Vale lembrar que infelizmente o caminho de volta para um planeta normal, sem acidificação dos oceanos e outros problemas ambientais, não é simples. De fato, se o mundo parasse de poluir nesse exato momento, ainda assim viveríamos a atual realidade ambiental. Logo um trabalho baseado em estudos científicos e estratégias mundiais são fortemente recomendadas para que possamos de pouco a pouco salvar nosso planeta.

 

 

 

 

 

 

 

 

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