Maguezal

October 7, 2017

Depois dos recifes de corais, considerado o mais rico ecossistema marinho, vêm os manguezais. Eles são importantes não só para a vida marinha e a qualidade da água do mar, mas também para as aves marinhas e o sequestro do óxido de carbono da atmosfera.

 

 

Os mangues são habitat de diversos tipos de peixes, além de proteger a linha da costa contra fenômenos erosivos, ressacas, e até mesmo tsunamis. O manguezal atua filtrando a água do mar e a redisponibilizando em melhores condições. Suas raízes aéreas retém nutrientes o que os tornam um berçário importantíssimo para diversos tipos de animais marinho.

 

Os manguezais crescem em áreas costeiras dos trópicos e subtrópicos. Quando produzem a fotossíntese o dióxido de carbono é armazenado nos sedimentos debaixo dos manguezais. Eles também são conhecido como “carbono azul”. Quando os níveis de água abaixam, ou quando o mangue é destruído, este sedimento oxida e o dióxido de carbono é libertado de novo para a atmosfera.

 

Segundo o Ministério do Meio Ambiente (MMA): “Os manguezais apresentam elevada diversidade estrutural e funcional, atuando, juntamente com os estuários, como exportadores de biomassa para os sistemas adjacentes.”

 

 

Os manguezais são considerados áreas de preservação permanente segundo o artigo 2° da Lei 4.771/65, do Código Florestal, o que, por si só, dispensaria a necessidade de criar unidades de conservação para protegê-los. Porém o que se vê na prática é bem diferente do que define a lei. De acordo com o MapBiomas (Projeto de Mapeamento Anual da Cobertura e Uso do Solo no Brasil), os manguezais perderam de 2001 a 2016 20% de sua área, sendo grande parte devido a expansão urbana.

 

Infelizmente o problema se intensificou em certas regiões do Brasil como no Nordeste aonde no final dos começo dos anos 90 a carcinicultura teve um “boom”. Imensas áreas de mangue foram extirpadas para a criação de camarões. Essa perda de habitats é considerada pela FAO como a principal causa da perda da biodiversidade marinha.

Segundo o último relatório “Panorama da Conservação dos Ecossistemas Costeiros e Marinhos do Brasil“, publicado pelo MMA, os manguezais intactos da Tailândia têm um valor econômico líquido total de entre 1.000 e 36.000 dólares por hectare, o que contrasta enormemente com os 200 dólares por hectare dos manguezais convertidos em viveiros de camarões (Ramsar, 2010).

 

Essa disparidade decorre não apenas do cálculo dos produtos comercializados, como o pescado, disponível nos manguezais intactos, mas também do valor adicional oriundo dos serviços não-comercializáveis, como a proteção contra enchentes e o sequestro de carbono. Áreas costeiras e marinhas bem conservadas contam com uma diversidade biológica muito maior que as áreas convertidas, e seus ecossistemas prestam serviços muito mais diversos e efetivos.

 

 

 

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