• Herilly Friqs de Jesus

Petróleo - Exploração e Acidentes

O Petróleo é uma das principais fontes de energia atualmente, com cheiro e cor bastante característicos, consiste em uma substância oleosa inflamável composta majoritariamente por vários hidrocarbonetos.

Imagem: Henrik Weis / Getty Images

Há indícios que a utilização do petróleo seja feita pelo homem desde os tempos bíblicos, porém foi em meados do século XIX que a indústria petrolífera moderna ganhou força com a exploração comercial inicializada nos Estados Unidos na Pensilvânia, através da descoberta e perfuração do primeiro poço por Edwin Laurentine Drake.

Desde então, houve o avanço das técnicas de extração e refinação do petróleo, possibilitando a origem de seus vários derivados, que são utilizados na produção de cosméticos, plásticos, remédios, asfaltos, combustíveis, dentre outros; fazendo com que a exploração desse combustível fóssil cresça a cada dia, uma vez que tornou-se indispensável para o funcionamento da sociedade.



No entanto, mesmo com o constante aperfeiçoamento das técnicas, o processo que envolve sua obtenção até sua distribuição ainda é bastante delicado. Ele é composto por várias etapas, as quais são: identificar o local adequado para a extração, perfurar e estruturar o poço, extrair o petróleo, transportar, refinar, e então distribuir. E com a demanda cada vez mais alta, a exploração desse recurso tem-se intensificado, fazendo necessário se atentar mais aos riscos e possíveis acidentes que podem ocorrer durante sua execução. Esses acidentes consistem principalmente em contaminações ou intoxicações (devido ao contato com diversos gases), vazamentos, explosões, incêndios e colapsos estruturais. O petróleo pode ser extraído tanto no continente como no mar, no entanto, as suas grandes reservas são encontradas principalmente no mar, e por isso há inúmeras plataformas petrolíferas espalhadas pelo oceano. No caso dessas plataformas, a atenção aos riscos deve ser ainda maior, principalmente em relação a sua estrutura e a contaminação do ambiente marinho.


Dando ênfase nos prejuízos causados no ambiente marinho por acidentes devido à exploração de petróleo, o responsável pela maioria dos danos é o derramamento de óleo no oceano. A camada de óleo que se forma sobre a água acaba impedindo a passagem de luz impossibilitando a produção da fotossíntese e impedindo a troca dos gases entre a água e o ar, o que pode, por exemplo, ocasionar a morte de peixes por asfixia. Além disso, o óleo pode grudar no corpo das aves marinhas, impregnando em suas penas, as impedindo de voar e regular a temperatura corporal. Também intoxica os animais devido ao seu contato ou ingestão, podendo contaminar toda a cadeia alimentar. E por fim, pode acabar prejudicando as comunidades litorâneas por afetar a pesca e o turismo.


Um exemplo de desastre ambiental por derramamento de petróleo aconteceu em 2019, em que um vazamento de petróleo bruto, de origem ainda não confirmada, atingiu mais de 1000 localidades em 11 estados, principalmente do Nordeste. O óleo trouxe prejuízo para toda comunidade local, expondo a população a risco de contaminação, prejudicando a fauna e flora local, impossibilitando a pesca e interditando algumas praias. Ações emergenciais foram efetuadas por diversos órgãos do estado como Ibama, Marinha, Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – ANP, e outros, a fim de limpar as praias, ajudar os animais afetados, e procurar a origem do problema. Além disso, a população teve papel fundamental, principalmente na limpeza das praias e resgate de animais.


Foto: Felipe Santos/ Projeto Praia Limpa